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In�cio
O TRABALHO NO NATAL... E DEPOIS
Luiz Antonio Martello
19
Dez
2013

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Durante as festas de fim de ano, o comércio sempre contrata um grande número de pessoas para trabalhar temporariamente. Neste ano, porém, a contratação está mais difícil. Há mais vagas do que candidatos. O que pode explicar esse fenômeno?                       

Em primeiro lugar, há que se considerar que pouca gente está desempregada. A taxa de desemprego está em torno de 5%. Ou seja, 95% dos brasileiros que desejam trabalhar estão trabalhando. São poucas as pessoas disponíveis para ajudar as lojas nestas festas.

                                           

http://guialageano.com.br/luizmartello/img/posts/62846f1ad149c581d4c901dc613463903.jpgEm segundo lugar, lembro que no Brasil vem crescendo aceleradamente a população não economicamente ativa. São pessoas que, apesar de estarem na idade de trabalhar, não querem trabalhar. Muitos jovens estão ficando mais tempo na escola (o que é bom) e retardando a entrada no mercado de trabalho. Os idosos com mais de 60 anos, igualmente, estão parando de trabalhar atraídos por melhor aposentadoria e pelos programas sociais - Bolsa Família e outros. Nos últimos 12 meses, a parcela dos que não querem trabalhar cresceu 3,5%. Só em outubro, 650 mil pessoas se retiraram do mercado de trabalho. Não podemos esquecer também de que a população brasileira está crescendo mais devagar, o que faz diminuir ainda mais a proporção dos que podem trabalhar, inclusive nas festas natalinas.

                       

Em terceiro lugar, há que se considerar que o aumento da massa salarial e a elevação do padrão de consumo "convidam" muitas pessoas a trocar o trabalho por lazer. Ofereço um exemplo: a demanda por viagens aéreas em outubro subiu mais de 4% em relação ao ano anterior e deve subir ainda mais até o fim das férias escolares. Para essas pessoas, não há como convencê-las a trabalhar nas horas em que todos se divertem.                     

Finalmente, devo mencionar que a elevação da renda familiar dos últimos tempos deve ter reduzido o interesse ou a necessidade de rapazes e moças aceitarem empregos temporários no comércio e nos serviços. As famílias não necessitam do seu auxílio como necessitavam antigamente.

   

     
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Conclusão: o mercado de trabalho no Brasil continua apertado. É verdade que a geração de empregos está desacelerando. Mas a quantidade de pessoas dispostas a trabalhar diminuiu muito. A taxa de participação no mercado de trabalho é de apenas 57% - nos países avançados ultrapassa os 70%.

                   

Para as empresas sobra a dificuldade para recrutar funcionários - não apenas engenheiros, técnicos e especialistas, mas também pessoas menos qualificadas. Nos dias atuais, a lavoura de café se queixa de falta de braços para a colheita; os construtores ressentem a escassez de serventes de pedreiro; e as empresas de conservação e limpeza não conseguem contratar faxineiras. Aliás, as próprias donas de casa sabem o quanto está difícil conseguir uma empregada doméstica.

     

Já foi o tempo em que o Brasil era um país de mão de obra abundante e barata. Hoje, o trabalho é escasso e caro. Está se esgotando a passos largos o crescimento que durante décadas se baseou na adição de mais e mais trabalho no sistema produtivo. Daqui em diante, o Brasil terá de elevar substancialmente a eficiência das pessoas. Os salários e os benefícios não podem continuar descasados da produtividade. Os números são alarmantes: entre 1999 e 2011 os salários médios em termos nominais cresceram 9% ao ano (incluindo o salário mínimo), enquanto o crescimento da produtividade ficou em 0,6% ao ano. No mesmo período, a produtividade da China cresceu 8,2% ao ano. É uma diferença brutal. Mesmo com os salários chineses subindo, como estão hoje, o alto nível de produtividade garante àquele país uma competitividade invejável - o contrário do que ocorre no Brasil. Esse quadro precisa virar nos próximos anos. A melhoria da qualidade da educação é uma providência crucial. Os investimentos em infraestrutura, pesquisa e inovação vêm logo atrás. E isso não é programa para um mandato, e, sim, para duas gerações.

        

                                                                             

Fonte: O Estado de SP por José Pastore (professor de relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração e membro da Academia Paulista de Letras.)    


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GOVERNO PLANEJA DESONERAR A FOLHA DE PAGAMENTO BUSCANDO BARATEAR O CUSTO DA MÃO-DE-OBRA
Luiz Antonio Martello
17
Ago
2012

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O Governo Federal tem um estudo avançado visando à possibilidade da desoneração da folha de pagamento para todos os setores, que se dará através da tributação previdenciária patronal com base no faturamento da empresa. Se isto acontecer,  podemos dizer que é o inicio de uma reforma tributária. A intenção é baratear a mão-de-obra, manter a economia aquecida e manter os níveis de emprego e crescimento.

A contribuição do INSS sobre folha de pagamento no atual modelo, não tem nenhuma ligação com o faturamento da empresa, pois mesmo que a empresa paralise suas atividades ou que a sua produção seja fortemente reduzida, mantendo o quadro de funcionários, a contribuição ao INSS por parte da empresa, em nada se altera e isto é um fator extremamente oneroso para qualquer  setor produtivo.

O Brasil está entre os países que apresentam os mais elevados custos de encargos sobre a folha de pagamento, um dos principais fatores que tornam o País pouco competitivo.


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O maior obstáculo é que a desoneração geral na folha de pagamento gerará um déficit gigante nas contas do Governo.

A intenção do Governo em um primeiro momento era incluir 15 setores no beneficio da desoneração da folha, porém, os Parlamentares incluíram diversos setores na Medida Provisória, inclusive o setor de Serviços, fato este que causará um impacto fiscal muito grande nas contas do Governo, caso não seja vetado pelo poder executivo.

Segundo informações, a desoneração da folha de pagamento já concedida proporcionará uma economia em torno de R$ 2,5 bilhões aos 15 segmentos da economia beneficiados,  somente neste exercício. 

Nem todos os setores terão vantagem com esta desoneração. A redução acontecerá dos atuais 20% sobre a folha de pagamento (contribuição patronal), para algo entre 1% a 2% sobre o faturamento, variando conforme o segmento: industrial ou de serviços. Quanto maior o emprego em tecnologia e processos industriais mecanizados, menor será a vantagem com a desoneração. A relação entre o emprego direto da mão-de-obra e faturamento definirá quem será realmente beneficiado com a medida. 

A desoneração é fundamental para reduzir os custos de produção e tornar o País mais competitivo. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria aponta que 71% dos empresários consideram esta medida a mais importante para estimular a economia através do setor empresarial. 


blog3

A análise do Governo aponta que o déficit inicial na arrecadação da previdência será revertido com o decorrer do tempo, pois a maioria das empresas passará a empregar mais e também servirá de estímulo para reduzir a informalidade.

Os setores que já contam com a desoneração na folha de pagamento são os seguintes: Bens de capital (máquinas e equipamentos), Materiais elétricos, Confecções, Têxtil, Calçados, Couro, Móveis, Plásticos, Autopeças, Ônibus, Indústria Naval, Mecânica, Hotéis, Tecnologia da Informação, Call Center e "Design House".

Os estudos para inclusão de novos setores no benefício da desoneração da folha de pagamento estão bastante adiantados, porém, caso aprovada, a medida vigorará somente no ano de 2013.


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Luiz Antonio Martello

Sobre

Contador, Consultor, e Conselheiro Empresarial,  Pós Graduado em Gestão Financeira Contabilidade, e Auditoria,Diretor das Empresas Martello Contabilidade e Consultoria e Martello Gestão de Pessoas. Com mais de 25 anos de experiência, e ampla atuação junto às Entidades de Classe, atualmente como Vice-Presidente da Fenacon para Região Sul, Vice-Presidente de Legislação e Tributos da Associação Empresarial de Lages (ACIL) e Conselheiro do Banco da Família.



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