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In�cio
Lesões Meniscais
Marcelo Appel
30
Jul
2012

 

Lesões Meniscais

 

O menisco é uma estrutura fibro-cartilaginosa em forma de “C ”presente no interior do joelho, que tem como principal função o amortecimento do impacto que recebemos a cada passo dado. Sempre em número de dois em cada joelho, sendo um na parte medial (de dentro) e outro na parte lateral (de fora), os meniscos sofrem uma carga enorme de trabalho em nosso dia-a-dia. Suportando 1 vez o peso do corpo a cada passo durante a caminhada e até 4,5 vezes o peso do corpo em cada passo durante a corrida, estas pequenas estruturas são extremamente importantes para a proteção das articulações dos joelhos.

 

 


 

Os meniscos são formados em sua maior parte de água e colágeno, sendo este um dos fatores que impedem que a maioria das suas lesões cicatrize de maneira adequada.

 

As lesões meniscais ocorrem normalmente de forma traumática, sendo uma entorse ou um trauma direto a causa mais frequente deste tipo de lesão. As lesões podem ser definidas da seguinte maneira: quanto ao local do menisco que acometem (corno anterior / corpo / corno posterior), quanto ao tipo de traço que percorrem (radial / obliquo / transversal), quanto ao formato (flap / alça de balde) ou quanto à natureza da lesão (agudas / crônicas). O principal exame diagnóstico para detecção de lesões meniscais é a Ressonância Nuclear Magnética.

 

O tratamento dependerá basicamente do tipo da lesão e de seu potencial de cicatrização. Normalmente o tratamento cirúrgico é indicado, pois a maioria das lesões tem baixo potencial de cicatrização. Quando isto ocorre, a videoartroscopia é o tipo de tratamento cirúrgico de escolha, por ser minimamente invasiva e proporcionar um período de recuperação inferior ao da cirurgia aberta.

 


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Osteoporose:olho nela!!
Marcelo Appel
04
Jul
2012

 

Osteoporose: Olho Nela!!

 

A Osteoporose é uma doença do aparelho locomotor que caracteriza-se pela diminuição substancial da  massa óssea, desenvolvendo ossos finos e de extrema porosidade, mais sujeitos a fraturas. É uma doença que progride lentamente e raramente apresenta sintomas antes que aconteça algo de maior gravidade, como uma fratura (que costuma ser espontânea, isto é, não relacionada a trauma). Se não forem feitos exames diagnósticos preventivos, como a densitometria óssea, a osteoporose pode passar despercebida, até que tenha gravidade maior.

 

Esta doença tem acentuada incidência entre os brasileiros (em números, supera os 10 milhões) e cerca de 2.000 pessoas morrem anualmente em consequência de complicações de fraturas devidas a esta doença.

 

Sua evolução varia de paciente para paciente, podendo ser mais arrastada em pacientes que não apresentam co-morbidades e mais rápida em pacientes que possuem história familiar positiva para a doença.

 

É importante salientar que a maioria das fraturas situa-se na coluna torácica e região lombar. Por ser um ponto de apoio, o punho é uma área na qual as fraturas ocorrem também com frequência.

As fraturas do quadril e da pelve também são muito comuns entre os pacientes que desenvolvem a doença e são de difícil consolidação, podendo levar à dificuldade de locomoção. Estudos mostram que em torno de 50% dos pacientes que fraturam o quadril não conseguem mais andar sozinhos.

 

O aparecimento da osteoporose está ligado aos níveis de estrógeno do organismo. O estrógeno - hormônio feminino, também presente nos homens, mas em menor quantidade - ajuda a manter o equilíbrio entre a perda e o ganho de massa óssea. As mulheres são as mais atingidas pela doença, uma vez que na menopausa os níveis de estrógeno caem bruscamente. Com isso, os ossos passam a incorporar menos cálcio (fundamental na formação do osso), tornando-se mais frágeis. Para cada quatro mulheres, somente um homem desenvolve esta patologia.

 

Quem apresenta maior risco de desenvolver a doença:

 

  • Mulheres;
  • Fumantes;
  • Consumidores de álcool ou café em excesso;
  • Atividade física inadequada;
  • Diabéticos

 

Para que a produção e reabsorção óssea funcionem corretamente, a estrutura óssea deve ser constantemente estimulada e a melhor maneira de fazermos isso é através do exercício físico controlado e constante. A atividade física é essencial para manter a qualidade do osso e garantir sua dureza e resistência.

 

Outro fator essencial para que a osteoporose não se desenvolva é a exposição solar. Para que o cálcio ingerido possa ser aproveitado, a vitamina D encontrada sob a pele deve ser ativada. Para que a vitamina D seja ativada, é necessária a exposição do paciente à radiação solar.

 

Portanto, o tratamento da osteoporose baseia-se em quatro fatores: atividade física adequada, ingesta de cálcio, exposição ao sol e medicação, quando necessário.

 

Os pacientes com osteoporose têm grandes riscos de terem fraturas adicionais. O tratamento para a osteoporose pode reduzir consideravelmente o risco de fraturas no futuro, mas o mais importante, é a prevenção!

 


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Alongamento, realmente útil?
Marcelo Appel
31
Mai
2012

 

 

Alongamento: realmente útil?

 

 

 

          A medicina tem, de tempos em tempos, algumas "verdades absolutas transitórias"……. consensos de especialistas em algumas áreas que posteriormente provam-se incorretos ou menos precisos do que se pensava. Também funciona assim com nossa alimentação: o café, que já foi o vilão do estômago, agora é eficaz na prevenção da doença de Ahlzeimer; o ovo já foi apontado como causador de doenças coronarianas, agora é importante para prevenção de câncer de intestino; o tomate já foi acusado de causar ulcerações no estômago e agora é também louvado na prevenção de neoplasia prostática e assim por diante.

 

 

 

Nos descobrimos às vezes, sábios de nossa ignorância.

 

 

 

          Há algum tempo se tem conhecimento da importância do exercício físico para o bom funcionamento do nosso organismo - previne a obesidade e doenças cardíacas, atua no controle da pressão arterial e do diabetes, aumenta a capacidade pulmonar e previne doenças respiratórias…...  enfim, é extremamente benéfico para uma vida saudável.

 

 

 

Ao menos até agora, isso ainda não mudou…..  O que mudou foi a maneira com que encaramos o exercício físico - suas peculiaridades, ritmo, freqüência, carga, intensidade e principalmente o surgimento de um novo aliado na sua realização: o alongamento.

 

 

 

          Inicialmente retratado como um tipo estático de aquecimento pré-atividade física, o alongamento foi amplamente estudado sendo muito melhor compreendido nos dias de hoje, apesar de algumas controvérsias. Comprovadamente eficaz na preparação pré-exercício, cientificamente aceito como tratamento de várias condições patológicas do aparelho locomotor, ainda questionado na prevenção de lesões musculares em atletas, o alongamento tem se provado uma atividade essencial para o trabalho muscular diário. Apesar disso, não se discute que quem alonga regularmente tem uma melhor qualidade de vida a longo prazo.

 

 

 

          Logicamente, no inicio de um programa de alongamento a dor pode estar presente tanto na realização da posição de alongamento, quanto no dia seguinte a realização do mesmo. Isso deve-se ao fato de estirarmos mecanicamente a fibra muscular durante a realização do exercício, o que nem sempre é uma sensação agradável, mas sem dúvida nenhuma, necessária. A dor nos indica que a fibra muscular esta sendo trabalhada da maneira correta e o benefício do alongamento será sentido na seqüência do treinamento. Ainda não se chegou a um consenso em termos de freqüência, duração e repetição das posições de alongamento; o que sabe-se com certeza é que ele deve ser realizado.

 

 

 

          A maioria dos estudos atuais sobre o tema, nos mostra que a atividade de alongamento deve ser feita ao menos 5 vezes por semana, sendo mais eficaz se não falharmos dois dias consecutivos. Quanto ao número de repetições das posições de alongamento, sabe-se que há variação entre 3 e 5 repetições de 20 a 30 segundos cada, em cada membro. O ideal é que se tenha no início do tratamento ou programa de exercícios, um fisioterapeuta ou educador físico presente para melhor compreensão e realização do movimento.

 

 

 

 

 

          Portanto, exercícios de alongamento podem ser encarados como uma forma de manutenção do sistema músculo esquelético - uma manutenção que deve ser feita diariamente para que seja, de toda forma, mais eficaz.

 

 


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A Queda do Fenômeno
Marcelo Appel
28
Mai
2012

                                    A Queda do Fenômeno

     Há aproximadamente um ano, um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos pendurava as chuteiras. Após diversos problemas com o peso e repetidas lesões musculares, Ronaldo Fenômeno encerrava sua vitoriosa e conturbada carreira. Tristeza geral.....

       O que pouca gente sabe, sendo depois revelado ao público, é que a principal causa do aumento de peso e das lesões musculares que o incomodavam, era uma doença silenciosa e incapacitante que o acometia, chamada hipotireoidismo.

      O hipotireoidismo é uma doença que causa diminuição no funcionamento da glândula tireóide, a qual regula várias funções do organismo.

      A glândula tireóide pesa entre 15-30 g, está localizada na região anterior do pescoço e tem forma de H - constituída por dois lobos unidos por um istmo.

      Ela produz vários tipos de hormônios, os mais importantes sendo a tiroxina (T4), a triiodotironina (T3) e a calcitonina.

        O hipotireoidismo, ligado diretamente a deficiência de T3 e T4, provoca fadiga, sonolência, lentidão muscular, aumento do peso corporal, diminuição da frequência cardíaca e mixedema (aspecto edematoso em todo o corpo)

      Dentre as causas desta doença, a mais comum é a inflamação da glândula tireóide, chamada de tiroidite de Hashimoto - doença autoimune ligada ao stress .

       A deficiência de iodo na dieta também pode causar hipotiroidismo, porém sua prevalência tem diminuido em todo o mundo devido aos programas governamentais de adição de iodo à alimentação (especialmente ao sal de cozinha).

      Defeitos congênitos ou radiação pós tumor de tireóide também podem causar hipotireoidismo.

 
      Fala lenta e rouca, diminuição de memória, reflexos lentos, pele seca, cabelos ressecados, sensibilidade aumentada ao frio e calor, obesidade e ganho de peso são alguns dos sintomas mais comuns do hipotireoidismo.
 
       Depressão (especialmente grave em idosos), anemia, constipação (prisão de ventre), fadiga, falta de fôlego, necessidade de sono aumentada, perda de desejo sexual, dor em articulações e músculos tambem podem ser indícios do início da doença, enquanto ciclos menstruais anormais, infertilidade ou dificuldade de engravidar devem ser investigados nas pacientes do sexo feminino.

     Normalmente o paciente portador de formas brandas ou estágios iniciais da doença tende a minimizar a importância dos sintomas, o que retarda o diagnóstico e prejudica o tratamento do problema.

      O objetivo do tratamento é repor o hormônio que não esta sendo produzido, sendo a levotiroxina (L-T4) o medicamento mais utilizado. Ele deve ser mantido até a normalização dos níveis séricos (sanguíneos) de T3 e T4 e pode ser mantido indefinidamente.

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Necessitamos de mais médicos?
Marcelo Appel
04
Mai
2012
         Quando se coloca em discussão a qualidade da saúde brasileira, observa-se a falsa necessidade de formação de mais médicos. Na verdade, o que realmente necessitamos é o melhor posicionamento do profissional médico no mercado de trabalho, sua maior capacitação técnica e a “interiorização” dos recém-formados e especialistas. Estes fatores repercutem diretamente na concentração e disponibilidade de médicos nas diversas faixas territoriais do nosso país.

          Em números absolutos, o Brasil conta com a quinta maior população de médicos do planeta, com 371.788 profissionais, atrás somente de China (1.905.436), EUA (793.648), Índia (640.801) e Rússia (614.183) e os médicos brasileiros representam 4,05% da população médica mundial e 19,2% da população médica das Américas.

São números bastante robustos, mas que parecem ser insuficientes quando se constata a precariedade do atendimento médico no país e a dependência da população do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Por sua vez, a baixa remuneração oferecida pelo SUS e a precariedade na constituição dos contratos de trabalho com órgãos públicos tem afastado os médicos do serviço público. A falta de políticas específicas e um plano decente de cargos e salários faz com que a maioria dos profissionais opte por trabalhar no setor privado.

Esse fator gera uma inadequação do coeficiente “médicos formados x população atendida”, dando a falsa impressão da falta de profissionais no mercado.

O SUS paga ao profissional médico, em média, por um contrato de trabalho de 20 horas semanais, R$ 1.946,00 !!!

Enquanto não houver uma valorização do médico e um programa para inserção do mesmo no mercado de trabalho de maneira decente, organizada e eficaz, sua formação indiscriminada será nociva a nossa sociedade.

 

 

 


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Marcelo Appel

Sobre

Formado pela UFSC. Residência em Ortopedia e Traumatologia na Clínica de Fraturas XV e Hospital Infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba - PR. Esp. em cirurgia do joelho, cirurgia do ombro e artroscopia no serviço Saint-Anne Lumière, Lyon - França. Afiliado internacional da Academia Americana de Ortopedia.



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