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In�cio
Lombalgia
Marcelo Appel
12
Ago
2013

Reconhecida como a causa mais comum de absenteísmo do trabalho, a lombalgia (comumente chamada de dor nas costas) continua a ser um tema de entendimento e manejo controversos.

 

De origem notadamente multifatorial, como grande parte dos problemas ortopédicos, a dor lombar tem como fator desencadeador preponderante o mau preparo da musculatura para-vertebral.

 

Problemas anatômicos, biomecânicos e/ou fatores externos estão também relacionados a fisiopatologia da dor vertebral.

 

Do ponto de vista estrutural a coluna é composta por 33 estruturas ósseas (vértebras) separadas por estruturas gelatinosas discóides (discos intervertebrais) que protegem os nervos da medula espinhal, e é dividida em cinco segmentos: coluna cervical, torácica, lombar, sacral e coccígea (cóccix). Cada segmento tem suas particularidades, suas curvaturas próprias e pontos de apoio específicos e por isso possui variadas patologias de diferentes tratamentos.

 

 

          Durante a anamnese (avaliação inicial oral do problema relatado pelo doente) e o exame físico do paciente, devemos avaliar com cuidado cada estrutura que possa origina a dor – se o disco intervertebral, a musculatura, o osso ou os nervos derivados da medula espinhal. Dependendo da estrutura envolvida, inicia-se a investigação apropriada e o tratamento adequado.

 

          Dentre as principais causas da dor lombar podemos citar o mau preparo da musculatura para vertebral, as sobrecargas traumáticas, a hérnia de disco lombar, as alterações facetárias biomecânicas, as infecções e ainda os tumores, visto que a coluna vertebral é sede constante de metástases de vários tipos de neoplasias.

 

          Fatores como obesidade, sedentarismo e tabagismo também influenciam negativamente na evolução da lombalgia.

 

          A investigação radiológica complementar da dor lombar pode ser realizada com exames de raios-x, tomografia computadorizada, cintilografia óssea e ressonância magnética, dependendo da patologia suspeitada.

 

          O tratamento dependerá da causa da dor lombar, mas algumas medidas gerais devem ser iniciadas assim que possível, como o alívio da dor com medicação anti-inflamatória e analgésica, fisioterapia e repouso.

 

          A investigação adequada e o início rápido do tratamento são fundamentais para uma boa evolução da lombalgia.


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Dor de cabeça - de onde ela vem?
Marcelo Appel
27
Mar
2013

 

Dor de cabeça – de onde ela vem?

 

 

A cefaléia, popular dor de cabeça, pode ter sua origem em várias estruturas do corpo, principalmente as localizadas no crânio.

Quando investigamos as causas de cefaléia, devemos inicialmente realizar uma anamnese (história clínica) abrangente e um exame clínico minucioso, sempre com muita atenção a febre, alterações visuais, sintomas relacionados a alterações na fala e de movimentos corporais.

Existem alguns tipos de dor de cabeça mais preocupantes e, por isso, é fundamental estar atento ao padrão da dor, sua evolução no tempo, os sintomas associados e o contexto que gerou seu aparecimento.

Após a avaliação inicial, devemos nos concentrar em identificar a origem do problema - se oriundo da própria cabeça ou de estruturas externas ao crânio - tendo em mente que a dor de cabeça pode ainda ser advinda de fatores externos (como a enxaqueca desencadeada pelo barulho).

 

         No caso de estruturas cranianas, podemos citar a cefaléia decorrente de alterações no funcionamento a articulação temporo-mandibular (ATM), frequentemente negligenciada na investigação das dores de cabeça. Sempre frequentes, as irritações das meninges (membranas que revestem o cérebro) podem ser originadas por processos inflamatórios, infecciosos e/ou tumorais. A enxaqueca, ligada a fatores familiares, pode ter seu início devido ao stress e ainda ser relacionada a fatores externos como luz intensa, trauma ou barulho.

 

Quando a dor de cabeça aparece de forma súbita, pulsátil, explosiva, devemos sempre ter em mente a possibilidade de estarmos diante de uma ruptura ou distensão de um aneurisma cerebral (a dilatação anômala de uma artéria cerebral que pode eventualmente romper-se durante qualquer etapa da vida). As dores mais comuns e benignas geralmente começam de maneira mais leve/lenta e a sua intensidade aumenta progressivamente.

 

Nas cefaléias de origem não-craniana, podemos citar as decorrentes de síndromes mio-fasciais (contraturas da musculatura do trapézio, dos escalenos ou do musculo esternocleidomastoideo), que diferencia-se completamente no seu tratamento e manejo, não tão sérias e muito mais comuns.

De qualquer maneira, devemos sempre estar atentos para o padrão e características da dor de cabeça – na dúvida, procure um médico especialista.

 

 

 


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Colunistas
Marcelo Appel

Sobre

Formado pela UFSC. Residência em Ortopedia e Traumatologia na Clínica de Fraturas XV e Hospital Infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba - PR. Esp. em cirurgia do joelho, cirurgia do ombro e artroscopia no serviço Saint-Anne Lumière, Lyon - França. Afiliado internacional da Academia Americana de Ortopedia.



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