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In�cio
Inter de Lages, o pior time de Santa Catarina - Parte 1
Rodrigo Guedes
13
Fev
2013

   Quem me conhece sabe, eu sou uma pessoa rara. Um ser humano exótico. Muitas vezes só de olhar pra mim nota-se isso. E, entre minhas muitas excentricidades está a minha relação com o futebol. Se me perguntam "que time vc torce?" eu digo "nenhum, torço pelo futebol de Santa Catarina". Torço e acompanho os clubes catarineses. Em geral essa é uma atitude bem incompreendida. Em geral as pessoas acham estranho eu não torcer para um time do Rio, de São Paulo, ou um Gaúcho. E eu, da minha parte, acho estranhíssimo que os catarinenses tenham o costume de torcer para times de outros estados e não torçam para times do seu próprio. Muitos é verdade tem dois times. Em Chapecó, Criciúma, Joivinville ou na nossa bela capital é bem comum os habitantes torcerem para um time local e um de fora. "Mas pra que isso?" Me pergunto. "Que se dane o futebol dos outrTime catarinense fazendo gol em time gaúcho. Coisa mais linda!os estados!!" é o meu sentimento. Pra mim esses são nossos inimigos. Eu gosto é de ver time de SC metendo goleada nessa raça. Se for time gaúcho então, aí que me divirto. Vcs não sabem a alegria que me dá ver qualquer time catarinense vencendo o grêmio no Olímipico!!

   E o Inter de Lages? Pois é, e o Inter de Lages? Eu tenho um sentimento ambíguo em relação ao Inter. Eu tenho uma certa angústia. Eu lamento que o nome do time da nossa cidade tenha surgido como uma homenagem ao time gaúcho. Sério. O dia mais feliz pra mim vai ser quando o Grêmio e o Inter de Porto Alegre estiverem na terceira divisão. Então, por isso, no fundo do meu coração existe uma pontinha de um desejo bobo de que nosso time não tivesse esse nome.

    Bem no início, na época da fundação do clube ele chegou a se chamar Comerciário. Eu prefereria esse nome à Internacional de Lages. Não que não seja um bom nome, acho um bom nome, só lamento mesmo pela referência ao time que dentro do meu esquisito cérebro soa como um arqui-inimigo dos gramados. Meio como se um Judeu desse um nome árabe para seu filho... bem, mas esse sou eu e esse é só um nome. E mais importante do que como ele é chamado é o que ele representa para o lageano.

     O que o Inter de Lages representa para o Lageano? Então, o post começou a se estender muito e como eu sei que nem todo mundo tem tempo de ler escritos muito extensos, e quase todo mundo tem preguiça de o fazer, deixo o restante para uma segunda etapa onde vou falar sobre a atual situação do Inter e da sua torcida e ainda tentar responder a pergunta: será o Internacional de Lages o pior time de Santa Catarina????? Na semana que vem a conclusão da minha "tese" sobre o futebol lageano!!!


tags: cronica,
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O carnaval a poca mais chata do ano
Rodrigo Guedes
07
Fev
2013

 

   O carnaval é muito chato. Dizem que o Brasil é país do carnaval mas todos os brasileiros que eu conheço concordam comigo: o carnaval é chato. O povo parece gostar muito de carnaval lá pelo Rio e pela Bahia. Mas esses não são os brasileiros, são alguns brasileiros. E acredito existirem também muitos por essas bandas que não ficam lá muito animados com as infindas batucadas. País do carnaval? De qual carnaval?

 

   Pois bem. Na verdade, analisando com calma, eu não acho o carnaval em si chato não. Eu até que gosto do carnaval, só que ele não existe aqui na cidade e num raio de muitos quilômetros ele não existe. Pelo menos não o de rua. Se não eu o "pularia". Feliz. E além disso, eu faço uma distinção. Pra mim existem carnavais, não o carnaval. E se digo que gosto, gosto do que considero o autêntico.

    O que é chato mesmo, e o que dá essa sensação de que essa é uma época do ano chata, são as Escolas de Samba, o carnaval da Bahia, e principalmente a grande cobertura que a mídia dá a essas manifestações culturais. Quem tá lá, tá usufruindo, pode até querer saber como que estão as coisas, a animação e etc. Mas quem não tá, meu amigo, "preferia ver o filme do Pelé".

 

  Outro ponto é o seguinte. O carnaval é brincar, sair na rua, pular e dançar encher a cara em plena luz do dia com todo mundo se divertindo, usar fantasias, rolar no chão com elas bêbado. Não pagar pra entrar. Fazer xixi no poste. Cantar ao som das marchinhas clássicas, eternas, ou ao som de qualquer som que estiver rolando. O carnaval é diversão com ausência de regras. Tudo aquilo que vc não faz o ano todo, vc faz no carnaval, é isso. Daí vem a ideia de homem vestido de mulher. Essencialmente/historicamente carnaval é (era) isso. Em alguns lugares do Brasil ele se mantem assim, felizmente, em Olinda/PE por exemplo, no Rio mesmo e em muitos outros municípios, no entanto, muito poucos se comparados com a vastidão do nosso território e para um país que se diz o país do carnaval.

 

  Porém, nossa mídia e nossos órgãos oficiais (farinhas do mesmo saco) querem que nós e o mundo acreditem que somos o país do carnaval por causa desses eventos, anti-carnavalescos na minha opinião, que acontecem na época do carnaval e só o ofuscaram. São talvez pseudo-carnavais, ou carnavais parasitas, são o câncer do carnaval. Mas não são o carnaval.

 

  Desfile de Escola de Samba tem regras rígidas, competição, campeão, disputa, brigas, estresse, rola uma grana monstro do governo e da iniciativa privada, não é para todos, existe segregação por classe social, só toca o mesmo tipo de música, não tem marchinhas, isso não é carnaval. Não sou contra que exista, mas bem podia acontecer em outra época do ano, não? Não agora. Eles estão acabando com o nosso carnaval, botando-o pra escanteio, e a maneira que a mídia cobre só o deixa mais chato. Eu não tenho Escola de Samba do coração, não sei quem ganhou o carnaval passado (ninguém deveria ganhar algo que é para todos) e não quero saber quem ganhará esse ano. Respeito, tem beleza, já assisti a vários desfiles, mas não tenho mais saco. Uma época eu acho até que via mesmo só pra ver mulher pelada, mas até isso, nas ultimas vezes que cheguei a dar uma olhada, tava difícil de ver nos sambódromos.

 

 

 Sobre o carnaval da Bahia não sei muito, mas ver as mesmas Ivetes, Claudias, Danielas, cantando sempre as mesmas chatices que elas cantam o ano todo, é chato. E aparece Preta Gil num trio elétrico. Cada vez mais chato. "Ah, mas tudo bem, o importante é o som, a diversão, é carnaval de rua, como aquele que vc elogiava acima". Antes fosse. Lá tem o tal do abadá, todo mundo vestindo a mesma roupa. E eles pagam caríssimo pra ter um. É elitismo, segregação, uniformização, não é carnaval. Podia fazer o evento numa outra época do ano também, agora desse jeito só tão acabando com o carnaval, aquele do povo, do coração. Feito pra se divertir não para aparecer. E nem quis pesquisar mais a respeito do carnaval baiano pra poder falar melhor aqui por que até pesquisar sobre é chato.

   Contudo, se só nos chega o carnaval espetáculo e enaltecedor e intensificador das chatices do ano todo em detrimento do carnaval true esse sim antidoto, pelo menos momentâneo, contra as chatices perenes, felizmente em Lages sempre temos carnavais alternativos, com bandas tocando, o que acaba fazendo dessa uma época legal, ainda com um feriadinho no meio. E é um carnaval bem brasileiro, eu conheço vários brasileiros que adoram. Esse, só é chato quando rola Smoke On The Water e Born To Be Wild e quando acaba.


   Conclusão: o carnaval é chato, mas também pode não ser. 


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Eu, Rodrigo Guedes, ganhador da MegaSena
Rodrigo Guedes
18
Jan
2013

   Confissões de um milionário


   Esse é meu último post aqui no blog. Aliás, essa é a última coisa que eu fo na vida, nunca mais movo um dedo pra fazer nada que exija qualquer tipo de esforço. Não. Eu não preciso mais, ganhei sozinho os R$ 13.000.000,00 da MegaSena. Tava todo mundo curioso pra saber quem era o felizardo, não estava? Pois então, fui eu.

  Bem, agora que vc já sabe que fui eu, imagino que ainda está curioso sobre como eu me senti quando soube e principalmente imaginando o que eu vou fazer com todo esse dinheiro. E realmente é muito dinheiro, não consigo nem imaginar o que significa exatamente esse montante. Lembro uma vez, anos atrás, quando arrumei um emprego de professor e ficava imaginando o que eu ia fazer com todo aquele dinheiro que receberia como salário, a bagatela de R$ 400,00 mensais. Houve quem risse de mim quando comentei isso. E com essa bolada toda então, o que fazer??? Que delicioso problema para resolver.


   Mas antes deixa eu contar como eu me senti. Depois de conferir umas 10 ou 30 vezes o bilhete para ter certeza de que não estava louco, ou sonhando, sorri e pensei "estou aposentado". O alívio de saber que nunca mais vou precisar trabalhar na vida é algo como ter o poder de se tornar invisível, poder voar, dá a sensação de que vc pode fazer qualquer coisa que der na veneta, é como ter super poderes! E essa sensação acho que se torna ainda mais poderosa num cara que nem eu que não tem lá grandes pretensões materiais, carros, apartamentos, iates, viagens, e essas coisas que tem feito cada vez menos parte das minhas preocupações e que agora continuarão não fazendo.  Entretanto, sei que no momento que eventualmente esses ou outros desejos surgirem no meu peito eu os poderei satisfazer imediatamente. E isso é como ter superpoderes. Mas, por enquanto, materialmente falando, acho que não desejo mais do que um carro antigo e uma casa ou apartamento na beira da praia.


   E apesar de ter mencionado acima que tenho agora que resolver o delicioso problema de como gastar a grana, na verdade eu meio que já sei o como fazer. Uma boa, bem boa parte, vai ficar na poupança onde já está. E uma outra parte vou usar pra me divertir. Já não tinha lá muita vontade de casar e ter filhos, agora então... Não caso mesmo!! Como diz na minha descrição aqui ao lado, sou boêmio, e vou continuar sendo, porém, elevado a nona potência. Meu medo é a obesidade mórbida, já engordei uns 4 quilos desde que soube do prêmio, e como sou fã de Pizza, X salada e todas essas iguarias que os "especialistas" dizem não fazerem bem, não sei não. "Ah, mas é só vc fazer academia, contratar um personal trainer" Tá louco? Isso significa fazer esforço, tô fora!

   Além do mais, se eu ficar só gordo, não ligo, meu medo é a obesidade mórbida mesmo, tipo ficar como aqueles caras que não conseguem nem se levantar da cama. Mas se for só gordo, sei lá, até uns 130, 150 Kg pra mim tá tranquilo. Até porque como todos vcs sabem, dinheiro é um embelezador poderoso, então acho que agora posso me dar ao luxo de não me achar mais feio e tenho certeza que inúmeras garotas farão o mesmo. Inclusive esse foi o segundo pensamento que me ocorreu depois que percebi que me aposentaria. "Mulheres".

 

   E isso tem tudo a ver com o lugar onde estou agora. Vim até Florianópolis afim de receber o dinheiro aqui e poder permanecer anônimo aí em Lages (Acabei mudando de ideia em relação ao anonimato). Depois me dirigi a uma conhecida casa aqui da capital, dessas onde moças trabalham a noite. Cheguei no balcão, no final da tarde de segunda, e disse: "quanto é pra fechar essa casa por um mês? Fechar um mês só pra mim!" Negociamos e fechamos. Agora estou aqui muito confortável, sexta-feira de tardinha, com um notebook, na cama, cercado de simpáticas donzelas, descansando um  pouco, dando um tempo... e preciso mesmo descansar: não tava muito acostumado com essa abundância toda, né? Minha intenção é ficar um mês sem botar uma peça de roupa no corpo. Só usufruindo. E aí então depois ver se compro mesmo uma Maverick ou um Galax, um imóvel, decido em qual praia, enfim, essas coisinhas menos importantes...

   Por agora só quero curtir e aproveitar esse meu último esforço na vida, que é escrever isso aqui, pra me despedir de todos - Adeus!! - e pra dizer pra não se preocuparem comigo se eu ficar meio sumido uns bons tempos. Tenham certeza que eu estarei bem. Um dia eu volto!

 

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Gralha Azul x Sapo Cururu - Parte 2
Rodrigo Guedes
11
Jan
2013

   Quando eu era criança eu tinha um certo medo de sapo. Não muito, pq eu era metido a corajoso. Mas o suficiente para ser sempre muito cauteloso quando encontrava um. Além deles serem enormes para os olhos de um criança, eles eram e são feios e nojentos. E como se não bastasse eu cresci ouvindo coisas como "sai de perto desse sapo piá, ele gruda na sua perna e só vai sair quando der uma trovoada muito forte". Eu ficava me imaginando andando pra lá e pra cá, com aquela criatura viva asquerosa grudada na minha perna, tomando banho, dormindo e ele lá, isso dava   calafrios e nojo! Outra coisa que se ouvia bastante era "ele solta leite, ele mira bem no seu olho e se pegar vc fica cego!". Hoje eu sei que ele não é tão barra pesada assim, mas de onde vem toda essa campanha contra o animalzinho? Queimaram o filme dele legal nesses anos todos. Tenho amigos, homens feitos, que pra vc ver ele se desmunhecando todo basta dizer apontando "home do céu, tem um sapo aí bem no seu pé". Há uma geração inteira traumatizada com o cururu. Minha sorte foi a de ser um piá véio metido a corajoso, senão seria outro desses.

    O Sapo cururu, que pra gente aqui é só o sapo, é sem dúvida o animal mais presente na vida do lageano depois do gato e do cachorro. Tem toda essa gente ligada ao campo, que lida com cavalo, gado e afins... tempos atrás aparecia uma vaquinha ou outra pastando aqui na frente de casa, ou seja, esses animais de certa forma estão bem presentes, mas estão se tornando raros na cidade ou estão cada vez mais presentes somente na vida das pessoas ligadas ao campeirismo de uma forma ou outra. Agora, o lageano comum, o trabalhador, aquele que forma a grandessíssima maioria da população da cidade, aquele que a cada 3 frases usa "home", ou "home do céu", esse, pelo menos no verão, vive mesmo num mundo infestado de Rhinellas, nome científico do bichinho.

   Se vc caminha pelas ruas de qualquer bairro da periferia da cidade no verão (no inverno nossos sapos hibernam, né?) vc encontrará muitos sapos, além de cadáveres e mais cadáveres do anfíbio, vítimas de atropelamento. Uma cena que lembra um pouco o Walking Dead, só que com sapos. Há uns tempos atrás, encontrávasse também cadáveres frutos da malvadeza da gurizada. Eu mesmo participei algumas vezes de sessões de tortura à sapos, maltratávamos os animais só por prazer, sem nem um fim. Maldade pura. Não existia Playstation. O que me fez pensar agora que talvez o nosso sapinho equivalha ao judeu da alemanha nazista. Discriminado, assassinado, torturado, excluído, rejeitado, caluniado, só por ele não ser tão gracioso quanto nossos animais de estimação ou a gralha azul. Racismo animal!

   Ah, quer saber, dane-se a gralha azul. Como disse na primeira parte desse post, só vi a gralha duas vezes, e bem de longe, a moiria dos leitores aqui aposto que nunca viu uma, e ela já é idolatrada em tudo quanto é lugar do Brasil, tá com a vida ganha ela. E eu sempre estive do lado dos fracos e dos oprimidos, e se tem um bicho que me marcou desde a infância e que nunca vi com tanta abundância como vejo aqui é o sapo.

    Só pra vc ter uma ideia. Poucos anos atrás fomos dar uma limpada aqui no quintal de casa. Quintal pequeno, umas lajotas amontoadas ali, duas, três telhas aqui, um matinho querendo se estabelecer num canto, enfim. Nessa limpeza eu tirei 10 sapos do quintal da minha casa! Eles brotam como que por geração expontânea! Eles dominam. E digo mais, eles gostam de nós, querem ficar perto da gente e ainda nós dão uma mão eliminando moscas e pernilongos! E só no verão, no inverno eles ficam de boa. E descançamos das suas caras repugnantes. 

   E para terminar, quero então dizer que tenho a impressão que, por tudo o que passei e passo com ele, por ele ter me proporcionado experiências que não viveria em outra cidade, pelas marcas culturais e psicológicas que ele imprimiu no cidadão lageano, pelo convívio, por isso tudo, boto mais fé no Sapo Cururu como símbolo da cidade de Lages do que a tal da gralha azul. E não sou só eu, o Expresso Rural em 1984, antes da Festa do Pinhão popularizar a gralha, já havia notado e homenageano esse ilustre lageano. 


 


Gralha Azul x Sapo Cururu - Parte 1 confira no link:


http://www.guialageano.com.br/rodrigoguedes/post.php?p=713


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Gralha Azul x Sapo Cururu - Parte 1
Rodrigo Guedes
10
Dez
2012

   A gralha azul é o animal símbolo da nossa cidade. Pinturas, esculturas, bonecos, um bairro, enfim, a gralha azul está sempre presente na vida dos lageanos de um jeito ou de outro. Na época da Festa do Pinhão então só da ela.

   Entretanto, lhe pergunto, vc já viu uma gralha azul? Acredito que se vc tem parentes no interior do município, ou uma chácara, sítio, fazenda, se vc por algum motivo costuma ir ao interior, é possível que alguma vez tenha visto algum espécime da Cyanocorax caeruleus, seu nome científico. Porém, se vc é um típico lageano, trabalhador, estudante, urbano, provavelmente nunca tenha visto uma.

    A primeira vez que vi uma gralha azul foi no final dos anos 90, não lembro exatamente o ano, quando fui com um amigo visitar alguns parentes seus no Painel. Adentramos pelo interior do município e uma ave azul me chamou a atenção ao longe entre alguns pinheiros. Fiz um comentário a respeito, e esse meu amigo fez me dar conta que estava diante, mesmo que de longe, da famosa ave, "aquela é uma Gralha Azul" disse ele. "Finalmente vi uma!" pensei.


    Alguns anos mais tarde vi também a grande distância duas aqui no meu bairro. Elas estavam em um pinheiro, ficaram pouco O pacato bairro da Penhatempo, logo voaram e desde então nunca mais vi uma. Moro na Penha, bairro pacato ilustrado na foto a sua esquerda, que é limite do perímetro urbano e vez por outra aparece alguma ave diferente por aqui, ano passado filmei um Tucano atrás aqui do quintal de casa.

    Digo tudo isso por que pretendo aqui amigos propor-lhes algumas reflexões: por que um animal tão raro numa cidade se tornaria seu símbolo? Um animal comum em uma localidade e raro em todas as demais não seria o mais apropriado como um símbolo? Se um animal já é símbolo de alguma localidade então não seria mais interessante não usar esse mesmo animal como símbolo? Veja, não estou afirmando nada, são só reflexões...


   

   A imprensa local, as escolas municipais e os orgão oficiais de cultura da cidade costumam nos "vender" a ideia de que a gralha azul e o pinhão são coisas muito nossas e que só existem aqui. Mas a gralha azul aparece desde o sul do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. Ela é símbolo do estado do Paraná oficialmente desde 1984, é o mascote do Paraná Clube (time de futebol), aparecendo até em seu escudo. O Paraná ainda tem os municípios de Araucária e o de Pinhão que também tem uma Festa do Pinhão. Festa que também existe em Campos do Jordão/SP, Cunha/SP, São José dos Pinhais/PR, Fontoura Xavier/RS, São Francisco de Paula/RS e Muitos Capões/RS. A nossa aqui é a maior entre elas, mas em todas elas a gralha azul está lá ilustrando, decorando, enfeitando o evento. 

    Não seria mais interessante se tívessemos um símbolo só nosso, um animal só nosso?? E se você pensou no leão baio, esse também não vale. Esse ocorre em todo o contimente americano, mudando somente de denominação: puma, leão da montanha, suçuarana, onça-parda, jaguaruna e etc... e esse bichano foi eleito recentemente símbolo oficial da cidade de São Paulo.

    Na semana que vem, na continuação desse post, vou falar de um bichinho muito simpático, muito comum aqui e cheio de lendas a seu respeito, mas que quase ninguém lhe dá a mínima. E que sempre me faz pensar se não daria o danado um belo candidato para mascote da nossa cidade!

     

Gralha Azul x Sapo Cururu - Parte 2 confira no link:


http://www.guialageano.com.br/rodrigoguedes/post.php?p=718


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O Guedes, como é mais conhecido por aí, é Boêmio, tem uma banda chamada Os Americanos e há algum tempo vem procurando desenvolver conteúdo para a web, tiras, ilustrações, vídeos e textos. E agora vai estar todos os dias aqui no Guia Lageano postando o que achar de mais engraçado e curioso pela web, além de postar também suas próprias criações. Divirta-se, curta, compartilhe. E escute a banda Os Americanos manolo(a)! 



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